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quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Fogão Vs. Piscina

Eu já contei pra vocês a história do cara que comprou um fogão pela internet e recebeu uma piscina? Pois é, esse cara sou eu.

Quando fui morar em Porto Alegre adotei a seguinte estratégia: eu não tinha nada além dos meus CDs, DVDs, livros e roupas. Por mais que isso somasse uma quantidade inacreditável de tralha, não era, nem de longe, o mínimo para sobrevivência. Dessa maneira, eu tive que comprar tudo. Tu-do. E não, não ganhei nada de ninguém. Minto, minha mãe me deu um jogo de toalhas de prato.

Como sou muito moderninho comprei tudo pela internet. Todos os eletrodomésticos, digo. Os móveis, em dois dias eu resolvi na Tok&Stok. O restante (pratos, garfos, toalhas, etc.) fui comprando no Zaffari perto de casa, quando dava falta por eles. Enfim, assim mobiliei - muito competentemente - meu cafofo.

Mas vamos ao que interessa na história. O mais caro de tudo - eletro-eletrônicos e linha branca - foi mesmo tudo on line. Geladeira, maquina de lavar, forninho, DVD, Home-cinema, TV 29', etc, etc, etc. Tudo foi encaminhado pra casa da minha mãe, aqui em Niterói, e quando tudo havia sido entregue corretamente pela Americanas.com, Submarino, Extra.com e tal, despachei de uma só vez a mudança pra POA. Perfeito. Deu tudo mais certo do que eu podia esperar. Só havia faltado o fogão. Nem mesmo sei por que raios não comprei o fogão nessa leva.

Enfim, o fogão eu comprei depois, e mandei entregar direto on ap em POA. Compra feita, dia marcado para recebimento. Era um sábado, e a Magazine Luiza iria entregar de manha. Evidentemente a manha passou e eu fiquei preso em casa aguardando. Nem sinal. Iria chegar mesmo era na justa hora do almoço. OK, calhou de, naquele dia, a galerinha marcar um almoço numa churrascaria tradicional de POA, e eu, como bom carnívoro, não poderia perder. Liguei o foda-se, orientei o porteiro do prédio que eu aguardava uma mercadoria (um fogão) e que era para ele receber. Quando chegasse eu levaria para cima. Tudo conversado, nada resolvido.

O almoço foi ótimo. Eu havia dado carona a F.T.Z.. Na volta, já adiantadas 3 horas da tarde, chopps na cabeça, etc. convidei F.T.Z. para subir e conhecer o ap. Sem maldade. Na boa mesmo. Chegamos lá e o porteiro da tarde (outro, diferente do que orientei pacientemente), com cara blasé atrás do balcão, me perguntou:

- 'Você é o novo morador do 209, não é?'.
Eu disse, -'SIM! tem algo aí pra mim?! Chegou meu fogão?'.
E ele me respondeu - haha - com aquela cara: - 'chegou uma piscina'.
- 'O queeee? Uma piscina?'
- 'É. Piscina.'

F.T.Z., que estava ao meu lado, fez o seguinte comentário:
- 'Ah, hoje tem fogões com nomes tão estranhos... Capri, Vilaggio, etc. Vai ver
o seu é Piscina'.
Não, nem mesmo com vários chopps na cabeça essa afirmação me pareceu plausível. Neste momento o porteiro já estava saindo da salinha de tralhas deles, com a embalagem. Ele nem mesmo conseguia a tirar do chão, de tão pesada. Arrastou até minha atônita figura e me entregou a Nota Fiscal. Nela constavam todos os meus dados. Corretíssimos. Entretanto: mercadoria - piscina tony 5 mil litros. Dimensões tal e tal. (OBS: preço mais caro do que o meu fogão, haha).
Não teve jeito. Tive mesmo que subir com a minha piscina pra casa. Não dava nem pra montá-la, pois as dimensões dela eram maiores do que a própria sala.

Demorei duas semanas para conseguir trocar a Piscina pelo meu fogão. Duas semanas e algumas ligações em que até mesmo as atendentes do SAC do Magazine Luiza riam da história. A justificativa deles foi que era inicio de operação on line e que estes problemas estavam acontecendo com freqüência pois o software bla bla bla.

Que nada! Fico imaginando a conversa dos preparadores de carga da expedição.
- 'Tche, acabaram os fogões Dako de 4 bocas e tem mais essa Nota aqui'.
- 'Hummm, verdade. Pra onde é? (...) Cidade Baixa?! Hummm.
- 'Bah, olha aqui, o celular do tal do Frederico é do Rio. Um carioca se mudou pra Cidade Baixa. Deve ser estudante. E, no mínimo, maconheiro. Sabe como é, carioca, Cidade Baixa, UFRGS...'.
- 'Ah, embala aí essa piscina que ta sobrando aqui. Ele nem vai notar a diferença. Afinal, vai adorar ficar estiradão na sala fumando um beck, vendo TV de dentro da piscina'.
- 'Mas que grande idéia, tche! me da uma mão aqui com isso...'.
Tudo isso pra nada. Morei dois anos e meio e o fogão nunca foi ligado. Nunca comprei gás. Nunca. Tenho pra mim que fiquei traumatizado.

sábado, 23 de junho de 2007

Brainstorming

Hi Folks.

Esta é a primeira vez em que estou "postando" algo aqui já do Rio de Janeiro. O momento guarda, portanto, certa emoção. Mas, deixemos os assuntos do lado esquerdo do cérebro de lado, por hora.
Venho dividir alguns pensamentos e fatos curiosos que tive a oportunidade de vivenciar esses dias.

1°) Fiz a minha tão aguardada mudança. Aliás, fiz não, a vi ser feita, e ainda pela metade. Minhas humildes posses foram... mas ainda nao chegaram. Dessa experiência tirei uma lição. Jamais, jamais VEJA sua mudança ser feita. Ser carregada. Empacote tudo com o capricho devido às SUAS coisas, que você tanto gosta e tanto se esforçou para ter, e SAIA DE CASA. Deixe, no máximo, um bilhete pros sujeitos da transportadora. "Por favor, tenham cuidado". No máximo. Nao tente ser autoritário ou acreditar que, por estar pagando, eles devem a você, e a às suas coisas, mais respeito do que mostram a um latão de lixo. Ser "chato" com eles nesse momento o coloca numa situação tão delicada quanto reclamar do seu prato ao garçom no restaurante. Vai voltar cuspido...
Resumindo, empacote suas coisas a prova de hecatombe e reze para que nada aconteça. Infelizmente eu aprendi na marra e fiquei pra ver o "carregamento". Um caos. As caixas escrito "frágil" são tratadas com o mesmo desdém das que nao tem tal rótulo. As mais leves, que você havia, zelosamente, colocado em cima das mais pesadas, passam, em segundos, a aguentar todo o peso daquelas que precisam de dois matutos pra tirar do chão. Enfim, um caos.
A coroação: tudo foi carregado num caminhão de caçamba aberta. Pro meu desespero, minutos após partir lá de casa começou a chover...
Sendo assim, lição pro resto da vida. Contrate, empacote com muito zelo, saia de casa e nao veja nada. Reze, apenas.

PS.: (Ainda estou rezando. Quando chegar aqui em casa as 13 caixas - que número, ainda por cima - eu vos comunico). Amém.

2º) Estávamos ontem, numa mesa de bar, e o debate chegou, a certo ponto da noite, no "Axioma de Manson". Pra quem nao o conhece trata-se de uma teoria - que juro que ajudei a desenvolver, sendo o tal Manson apenas uma figura alegórica pra dar peso e credibilidade ao teorema - que prega:
"O grau de desenvolvimento de um país é inversamente proporcional à disponibilidade do sexo feminino ao acasalamento descompromissado".
Trocando em miúdos é o seguinte: Quanto mais difícil levar uma mulher pra cama, mais desenvolvido é o país.
Este teorema ainda pode levar em consideração a qualidade da mulher. Vamos usar o artifício da exemplificação para facilitar. Uma londrina gordinha, sem jeito, sardenta, com cabelo no sovaco, branquela e sem sal sai mais caro prum londrino levar pra cama do que uma carioca sarada, lasciva, corpo do pecado, morena de praia, marquinha de biquíni, cabelos de chapinha devidamente alisados e alourados, que formam a visão do paraíso pra muitos representa em gastos para um cidadão do Rio de Janeiro traçar.
Sendo, assim, é fácil perceber por que os ingleses são tão mais avançados sócio-economicamente do que os brasileiros. Um inglês, para conseguir um exemplar equivalente a tal carioca acima, em sua terra natal, vai precisar de uma Ferrari, uma coleção de ternos Armani, um belíssimo apartamento com vista pro Tamisa, além de uma série de visitas a restaurantes caríssimos. Isso move a economia do país pra frente.
Já no Brasil, como relatado ontem, na mesma mesa de bar, basta o seguinte diálogo (verídico):
"Po gata, seu escórnio é show (sic)". Em questão de minutos o casal estava aos amassos.

3º) Passei por dias de pouca fé. Duvidando de minha decisão. Acredito ser normal.
Durante esta fase acometeram-me algumas dúvidas. Como meu aniversário se aproxima, tais dúvidas centram-se ao redor desta data.
Por que, raios, fui nascer num dia 24? Seria uma provocação? Pra que um dia que leva a tantas brincadeiras jocosas, eu me pergunto...
Me questiono também em relação ao maldito signo de Câncer, que a data de 24/06 me proporciona. Com tantos nomes de signos agradáveis, como Libra, Aquários, Sagitário, Touro, etc, por que foi me caber justo Câncer? Logo este, cujo nome remete a tão sofrida doença, eu me pergunto...
Por fim, o nome Frederico, que começa com F, sempre me deu o privilégio de estar posicionado na chamada do colégio por volta do fatídico número 24... Mais provações para um jovem adolescente. Passei o primeiro e o segundo graus inteiros ouvindo gozações. 11 anos suportando isso...

Deve ter feito de mim um homem mais forte e seguro. Espero...

4º) Pra relaxar, ontem li um anúncio no jornal "O Globo". Termas Âncora do Recreio convida para a "Noite do Peão Boiadeiro". "Venha pular a cerca conosco".
Impagável...