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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Shangri-lá

Shangri-lá. Terra perdida nas montanhas do Himalaia. Paraíso de paisagens impensáveis. De vales profundos e antigos, que exalam a sabedoria do Tibete. De lanternas orientais que iluminam os sonhos dos aventureiros. Deixe sua vida urbana para trás. Deixe os tormentos do cotidiano e venha viver neste tão procurado local de paz.

Apesar de tudo o que acontece no Brasil, estou calmo. Sereno. Cheguei ha pouco de Shangri-lá. O Shangri-lá tupiniquim se escreve com X. Xangri-lá. E fica logo alí, no Rio Grande do Sul. Mas, pra mim, não deixa de ser o paraíso procurado por tantos.

Em Xangri-lá caminho pela praia, faça chuva ou faça sol. Lá tiro os tênis a não os coloco mais. Aliás, lá ganho massagens nos pés, com direito a creme hidratante e unhas cortadas. Ganho limpeza de pele no rosto e nas costas. Até corte nos cabelos de dentro do nariz. Lá, tenho três cachorros e um gato. Lá como costela, cuca e rosca de polvilho com schmier de morango. Lá bebo chá depois do almoço, preparado pela . Lá tem rede pendurada em árvore, no quintal. Lá os passarinhos cantam e nao fazem coco na minha cabeça. Lá durmo feito anjo, ouvindo os gambás andarem pelo telhado. Lá tem plaquinha de Willkommen na entrada da casa, com Fritz de um lado e Frida do outro. Em Xangri-lá tenho os carinhos de minha Caren.

Estou Zen.

Fui-me embora pra Shangri-lá...
... Mas já voltei, no vôo das 18hrs.