quinta-feira, 12 de julho de 2007

A Tocha do Pan

A Tocha dos Jogos Panamericanos está a caminho da cidade do Rio de Janeiro. Hoje pela manha ela estava na minha amada Niterói. Pois vejam só, a Tocha do Pan.

Por acaso do destino estava eu no centro de Niterói, na hora do almoço, justamente no momento em que A Tocha por lá passou, vinda de São Francisco (não nos EUA, em Niterói mesmo). A confusão que vi me levou a um raciocínio sem-vergonha. Bem na linha oxiurus.

Várias pessoas importantes levaram A Tocha. Atletas, personalidades e lendas vivas do esporte. Mas quem levou Atocha mesmo foi o povo do Rio. E uma Atochada da boa. No momento em que A Tocha atravessava a Baía de Guanabara, todo o efetivo policial da cidade estava na Praça das Barcas. Assim sendo, todos os outros meandros da cidade estavam entregues a bandidagem. E o carioca levando atochada.

As obras do Pan foram claramente superfaturadas e rezemos para que fique tudo prontinho até amanha. Se não ficar, mais uma atochada. Vergonha Panamericana. Se ficar, bem, nos resta a certeza de que pagamos muito caro por elas. Atocha nos cofres do estado. Os quais nós enchemos ao pagar imposto. Atocha no nosso bolso. Sem falar, é claro, na máfia da venda de ingressos para assistir aos jogos. A abertura então, nem se fala. Atocha no bolso ou se Atoche na geralzona mesmo.

Enfim...melhor do que isso, só um Funk com o trocadilho, nos mandando Atochar A Tocha.
''A Tocha, atocha! A Tocha, atocha!''
''To ficando atochadinho, to ficando atochadinho...''
Post Script: Hoje, sábado, 14/07, resolvi procurar alguma coisa na internet sobre o vexame de Lula na abertura do Pan, ontem. Até agora nada. A imprensa parece abafar. Mas, vejam só que feliz coincidência. Achei, no site da Carta Capital, a edição de número 432 traz na capa reportagem cujo título é: 'Pan, que desperdício'. A reportagem fala justamente do que eu coloquei no texto acima. Tudo pro Pan, nada pro Rio. Não sou mesmo o único a ter essa impressão (que pelo visto virou expressão). Abaixo o link pros interessados e capa da revista:
"Os Jogos custarão dez vezes mais que o previsto.
E nada sobrará para melhorar a infra-estrutura do Rio".

quarta-feira, 11 de julho de 2007

In The Meantime

Entrementes...

- A minha mudança não chegou;
- "Nosefather" ainda não me pagou o rack que adquiriu da minha pessoa;
- "The Compressed" finalmente avisou a Michelle que o Waru existia e que o nome era em homenagem ao seu doce gesto de me apresentar a Warumpi Band;
- "Scissor's Maniac" anda sumida;
- Mar Flo casou-se no sábado passado com Lu. Felicidades ao casal;
- Dudu continua sendo um ótimo amigo quando presente, porém um péssimo quando ausente, visto que é o maior de todos os tratantes e fura 9 a cada dez compromissos;
- No RS faz 6 graus e no RJ faz 25, de maneira que não consigo convencer a Caren a trazer biquínis;

- Voltei a correr (caminhar...) na praia e fazer exercícios regularmente (dia sim, semana não, dia sim, semana não...);
- Fernandinha Tolerância Zero (F.T.P. daqui pra frente) passeia pela Europa em clima de lua-de-mel;
- Renan Calheiros está a cada dia mais perto de chamar todo o Brasil prum rodízio de pizzas;
- Lula liberou a verba que faltava pra marinha construir um submarino nuclear e deu um empurraozinho para Angra 3 sair;
- Faltam 2 dias pro inicio do Pan no Rio;
- Estudo do Banco Mundial (Bird) afirma que o nível de corrupção no Brasil é o maior em dez anos. (E a popularidade de Lula sobe, impressionante...);
- O Brasil foi pra final da Copa América, depois de amargar num joguinho contra o Uruguai, decidido nos penaltis;

- E eu? bem, eu continuo me sentindo um oxiurus. E também sigo com dores nas costas por conta dessa maldita cadeira Luiz XV.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Velho Novo Mundo

Pra algumas pessoas é absolutamente impensável. Pra outras, é até possível. Há quem, no entanto, encare como um alívio. Pra mim não é nada disso. É só mais um passo. Voltar pra casa de papai e mamãe (no meu caso, só mamãe) após ter vivido anos sozinho. E longe.

Num dia você tem apartamento, carro, dinheiro e independência. No outro você tem somente o seu bom e velho quarto. Antes você chegava tarde e não tinha ninguém pra reclamar que você faz barulho de madrugada. Porém, saía cedo e não tinha ninguém pra te desejar bom dia. Ninguém em casa preocupado por que você tava na rua, não avisou que voltava tarde e ainda não ligou. Mas também ninguém pra incomodar naquela hora inconveniente. Enfim, ônus e bônus. Assim é a vida.

E o que sobra? O bom e velho quarto. Tenho uma relação muito estreita com esse cômodo. Afinal, acho que vivi aqui uns 20 anos da minha vida. Quase 2/3 de toda ela. Ele não mudou muito desde a adolescência pra cá. O armário sempre foi o mesmo. Reformado e alterado, mas o mesmo. Engraçado como gosto dele. Ocupa toda uma parede, e, depois da reformo, ganhou portas de fórmica preta e acabamento em madeira clara. Puxadores elegantes e pretos também. Vocês podem não gostar do pretume, mas eu gosto. É elegante. Quase minimalista. Na mesma reforma mandamos fazer uma cama também preta com acabamento em madeira. É de solteiro, infelizmente. Aliás, um dos maiores desafios é me acostumar novamente a uma caminha estreita. Mas é boa, muito boa. Acima dela duas prateleiras reforçadas. Criadas a base de Toddy. Imaginem a cor? Isso, pretas. Com acabamento em madeira clara. Elas tinham que ser fortes pois sobre elas repousavam, além do aparelho de som e 4 caixas acústicas, uma grande coleção de CDs. Hoje estão vazias. Só o velho aparelho carrossel que já não funciona. Estou aguardando chegar a mudança – que, pasmem, ainda não veio – pra dar um fim nele. Ainda nesta parede fica um xodó. Um surrado quadro de cortiça. Desses que todo adolescente já teve no quarto. Repleto de fotos. Fotos antigas. Da época em que ainda se mandava revelar. Logo, estão todas amareladas, ou num tom puxado pro sépia. Efeito do tempo. Seguindo, vem a parede que tem o janelão. Está toda coberta por persianas brancas, bem ao estilo escritório. Só no canto direito, que escapa à persiana, descansa um pôster meu ainda bebe. Rechonchudo, cabelos de anjinho, castanho avermelhados. A mesma carinha, diz minha mãe. Abaixo da janela, a escrivaninha. É onde estou sentado agora. De frente pra janela, laptop aberto, janela fechada. A ultima parede é onde fica um móvel grande, comprido, cujo nome não sei. A cor também é preta. E NÃO, o meu quarto não tem ar fúnebre. É muito elegante. Nesse móvel tem mais um computador, toda a parafernália que se liga a ele como impressora, scanner, etc. Além de muitos livros. Essa parede é toda coberta por uma bandeia do Brasil enorme. Enorme. Minha homenagem à pátria. No canto há uma televisão presa num negócio muito famoso nos anos 80. O tal de girovisão. É uma forma de ganhar espaço aonde não se tem. Prende-se a TV no alto, na parede, feito um xaxim de planta. No chão, dois tapetes complementam este ambiente mágico que por tantos anos foi, e agora volta a ser, o meu mundo. Os tapetes tem a função de não deixar a cadeira do computador e a da escrivaninha arranharem o chão, mas, curiosamente, eles nunca estão corretamente debaixo delas.

Enfim, este é o meu Velho Novo Mundo. Aqui já me tranquei pra desenhar, estudar, pra ouvir musica alta, pra falar de madrugada com namorada, pra ver filme de sacanagem, pra chorar e pra rir. Eu e esses móveis. Esses badulaques. Sei a origem de cada marca no chão, cada arranhão, cada risco, cada detalhe. Fui eu quem os fez. Neste quarto está assim, eternizada no tempo, a minha vida. Impressa nestas marcas que só eu entendo. Uma linha do tempo invisível. E agora, como se não houvesse escapatória, é pra cá que eu volto. Teria sido um plano calculado pelos objetos que eu havia deixado para trás? Por estes móveis que por tantos anos usei? Por esta cama em que eu dormia?

Muitos de vocês já devem ter lido um excelente livro de Carlos Heitor Cony. ‘Quase Memória’. Nele Cony tem um reencontro com seu pai. Através de um misterioso pacote recebido por ele, sem remetente, Cony reconhece inúmeros signos que o levam a crer que o pacote havia sido feito, embrulhado, escrito e remetido pelo seu próprio pai, já falecido. Mas como podia? É um exercício de memória do escritor. Ele encontra traços de seu pai em casa dobra do pacote, cada letra escrita à caneta tinteiro, cada borrão, o barbante, o peso do embrulho e a cor do papel pardo. E assim, cada signo remetendo a uma memória de seu falecido pai, o escritor tem um lindo reencontro com suas próprias memórias da época de garoto. Um reencontro com seu passado. O paralelismo é tátil. Posso sentir as memórias saltando. Ao deslizar os dedos sobre estas paredes, ao levantar e abaixar a persiana, ao abrir uma porta do armário, uma recordação me vem à cabeça quase que imediatamente. Diferentemente de Cony, estou reencontrando a mim mesmo. Minha história, que por pouco mais de um par de anos aqui ficou adormecida. Aguardando e conspirando o meu retorno.

É bom estar de volta. Muito bom.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Coceira Criativa

Num post anterior nos chamei de oxiurus.
Hoje venho amenizar um pouco. Somos vermes, oxiurus sim, mas bastante criativos.
Vejam essa aí:
Uma bela coceirinha neles, hein?
Cheers!

Mãos Dadas

Para todos os meus amigos. De hoje e de ontem. De lá e de cá.

Mãos Dadas

(Carlos Drummond de Andrade)

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Oxiurus. É isto que somos.

Oxiurus. É isto que nós, brasileiros, somos. Vermes. Oxiurus, aqueles bichinhos que fazem coceira no .

É assim mesmo, nu e cru que vou redigir este post. To falando "" merrrmo. Estava lendo aqui e acolá uns sites de noticiário enquanto vejo o jogo do Brasil X Equador. Abacei por me revoltar. Aliás, sempre que leio muito sobre as atualidades desse nosso país eu me revolto.

Que povo é este? Aliás, que país é este? (Já perguntava o Renato Russo). Leiam as próximas linhas e vejam se vocês também não se revoltam:

CPI dos Correios, Mensalao, dinheiro na cueca, Delúbio Soares, Lula reeleito (depois disso tudo), menino Joao Hélio feito em pasta por marginais no Rio, dois policiais fuzilados no mesmo lugar do calvário do João Hélio, Operação Hurricane (com direito a prisão de juiz, desembargador e o escambáu), Operaçao Aquarela, escândalo do Renan Calheiros, Senado sem-vergonha que quis arquivar o assunto, escândalo do Roriz* (que renunciou, safado, pois tinha culpa no cartório), irmão lobista de Lula é 'peixe pequeno', obras do Pan atrasadas e superfaturadas, caos aéreo já dura seis meses, ministra do turismo nos manda 'relaxar e gozar', adolescentes espancam doméstica no Rio e justificam que bateram por que acharam que era uma puta, enfim... puta? PUTA QUE O PARIU! Que país é este?? Que povo somos nós!?

Pois eu respondo: somos oxiurus. Causamos coceirinha no Rabo do Brasil. No máximo, uma coceirinha. E ele ta cagaaaaaaaaaaaaando pra nós. Aceitamos este ciclo de escândalos, de absurdos, como nossa realidade. A postura é "ah, no Brasil é assim mesmo''. Parece que este é e sempre foi (e sempre será) o nosso triste Status Quo. Ante a um desses episódios o povo se levanta, se revolta, se insurge... tudo somente até o próximo escândalo. Aparece na capa da Veja, nas manchetes dos jornais, aparece no Jornal da Globo (no Jornal Nacional nem aparece tanto...), todo mundo comenta sobre isso nas conversas de bar, de fila de banco, e, em questão de dias, já ta tudo normal. Tudo esquecido. Basta um bom joguinho de bola, uma bebedeira, um episódio de ''A Grande Família'' e já ta tudo bem de novo. O Brasil é assim mesmo. Ou seja, nós, brasileiros, causamos coceira no governo. Coceirinha.
Oxiurus é isso que somos.

Oxiurus.
* OBS: Pra quem não sabe, antes de senador, o Roriz foi 4 vezes governador de Brasília. Quatro. Mas o que deve ter metido a mão...

Muhamed Azmeim Al Cafá

Sigo numa tremenda cruzada para atrair a atenção dos meus parcos e tímidos leitores, que, pela minha contagem, não passam de 3. Muito bem, desenvolvi uma nova estratégia. E da boa!

É o seguinte: hoje estava eu preenchendo minha tarde entre um compromisso e outro (caminhando no Centro do Rio, como dito no post abaixo) e passei por duas livrarias. A Siciliano e a Saraiva Mega Store. Fiquei impressionado com uma constatação: em ambas, nas mesas de frente - essas na cara de quem entra na livraria - aonde ficam dispostos os best-sellers - talvez 50% dos campeões de venda eram livros cujo autor, ou cujo título, ou cuja temática era árabe! Ou, devo dizer, muçulmana.

Exemplos: "O Caçador de Pipas" (KHALED HOSSEINI); "O Livreiro de Cabul" (ASNE SEIERSTAD); "Eu Sou O Livreiro de Cabul" (SHAH MUHAMMAD RAIS); "Mulheres de Cabul" (HARRIET LOGAN); "Cabul no Inverno" (ANN JONES); "O Vulto das Torres" (LAWRENCE WRIGHT); "Neve" (ORHAN PAMUK); etc, etc, etc.

Bem, deu pra ver que Cabul ta bombando. Literalmente, hehehe!! Sadismos de lado, me parece que a cultura massificante capitalista, que transforma tudo em produto, é mesmo a grande e eterna Ordem Mundial. Vai bem ao encontro dos desejos do ser-humano, mesmo. Nascemos consumistas. O lance agora é transformar todo este (antiiiiigo) conflito no Oriente Médio em produto. Esses fenomenos literários - consumidos com avidez - refletem que há gente ganhando dinheiro pacas depois do 11/09. Parece que o conflito entre sociedades foi novamente colocado no mapa depois do fatídico atentado. Posto no mapa do consumo. A sociedade ocidental - o grande demonio - já tratou de transformar em produto até mesmo as histórias de sofrimento daquele povo briguento.

Bem, mas não era nada disso que eu queria dizer. Quero dizer que eu, como bom Marketeiro, quero mesmo é entrar nessa onda. Quem sabe se eu colocar um título meio que com cara de árabe, muçulmano, ou coisa que o valha, eu não atraio mais uns olhares incautos? Mais umas lidinhas de canto, pra ver se to contando uma ou outra história de vida em meio a bombardeios...

Ditado de Hoje...

Ditado de hoje: "Errar é humano. Colocar a culpa em outro é estratégico".

Impressionante. Caminhar pelo Centro do Rio sempre traz alguma novidade. Essa aí eu vi num adesivo que estava a venda numa banca de jornal. Bem no meio de dois cláaaaassicos: O espião apontando uma arma e o 'No Stress'.

Eta cultura popular brasileira. Não me assusta por que este país não vai pra frente.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Eu sofro mais do que causo. Sempre.

Tem dias - noites, quero dizer - em que tenho rompantes criativos (ou não). Ultimamente meu dia tem se resumido ao seguinte: pego o meu lap-top (orgulho do pai, que vale oito "pau" mas pelo qual só paguei 2 "pau" - assim mesmo, no singular) e o levo até a sala. Ligo na tomada pois a bateria dura pouco comparado ao numero de horas que ali fico navegando na internet. Aliás, facilidades da vida moderna. Estou me sentido o cara mais esperto do mundo. Não pago mais Internet. O meu superlaptop "promo8X2" tem o tal de wireless conection. Pois bem, por acaso descobri que sentado na maldita cadeira Luiz XV que minha mãe tem na sala o bichinho pega umas 5 redes wireless pela janela. Conecto de um tal Juca (o meu mecenas, que paga a conexão pra eu usar) e fico ali, o dia todo, parasitando a banda larga do Juca e fingindo fazer algo de útil. As vezes sai mesmo algo de útil. Bem, o fato é que, enquanto eu meto feio na banda larga do pobre Juca minhas costas doem um montão. Maldita cadeira Luiz XV de espaldar alto!

Agora a noite percebi que das duas uma. Ou não tenho quase leitores, ou eles são muito tímidos. Até então esse mundo de Blogs pra mim era coisa estranha. Coisa de quem não tem o que fazer e sobra de tempo. Com essa minha "mudança de rumos" o que não tem faltado é tempo. É ai então que entra a descoberta. Estava eu navegando por outros blogs - de desconhecidos mesmo, procurando algo de interessante na vida dos outros - e percebi que nego tem leitor pacaraio! Cada post rende uns 15 comentários. Ou mais. Porra! Me achei o maior meia-boca de todos! Ai então fiquei a refletir e tentar compreender essa carência. O Waru tem pouco mais de um mês. É um fato relevante, já que os tais campeões de audiência (e de comentários) tem anos... Mas, afora esse fato, a culpa TEM que recair nos leitores! Ou eles não existem (provável) ou são tímidos (improvável, pois só conheço sem-vergonha). Bem, podem ser aleijados e não terem dedos para digitar, mas aí é demais. Prefiro crer que não tenho magnetismo nenhum sobre as pessoas. Ou que só falo abobrinhas. Tudo bem provável.

Falando em tempo ocioso e mudança de rumos, me vi numa situação sui generis dia desses. Estávamos discutindo, eu e um grupo de amigos, aonde iríamos bebemorar meu aniversário. Foi nesse contexto que me surge a maior virada de mesa de todos os tempos. Pablo, "o tal historiador cara-de-pau, sem ter o que fazer" me solta a pérola: "- po, vamos comer no Sunsaki". Não bastasse a falta de cabimento entre a fala e o personagem, a situação piora. Eu viro e respondo: "- Sunsaki! Ta maluco! Tenho dinheiro pra isso não"!
A irreverencia dessa situação é a seguinte: Pablo, o tal historiador, meu amigo há, no mínimo, 15 anos, se considerava "bóia-fria intelectual". Culto. Cultíssimo. E duro. Já eu, então estrela emergente do mercado oil&gas era bem chegado a extravagâncias gastronómicas. A situação sempre fora inversa. "Po Pablo, bora lá comer um japonês! Abre essa mão"! Ao que o espartano amigo sempre respondia negativamente.
Nesse final de semana passado, portanto, a mesa virou. O historiador, agora economista, atuante no mercado oil&gas (veja a irreverência!) me chama pra comer o tal japonês e eu - duro - prontamente neguei. Coisas dessa vida. Dessa vez o japa se safou. Mas, não demora, fatiamos ele e comemos cru!

Já que falamos no Pablo, há outro fato referente a ele que devo confessar. Roubei do blog dele meia dúzia de giffs legaiszinhos que vou colocar no Waru. Achei o Waru meio sem vida, meio pretão básico. Precisava de uma cor. Foi isso.

Por fim, apenas pra não me esquecer de voltar a esse assunto depois, quero informa-los de que meu período no sul também foi bem criativo no sentido de Frases de Efeito. Consegui desenvolver um bom número de frases que viraram mote.
Duas delas me recordo agora. Outras, só vou lembrar quando a situação pedir e elas saltarem da minha boca, com vida própria.

"Vivo entre pessoas que não me amam" e "Eu sofro mais do que causo".

Sempre, é claro, esperando compaixão alheia.

Mas, engraçado, a ultima segue sendo verdadeira. Vejam bem, to metendo a mão na banda larga do Juca, mas isso ta me causando uma tremenda dor nas costas!

Better People

Recentemente entrei em mais uma escavação por músicas e bandas desconhecidas pela maioria (dos brasileiros) mas que esbanjam talento. É frequente eu fazer isto. Confesso que gosto de ouvir o que os outros NÃO ouvem. E surpeendê-los com isso.

Bem, nesta recente corrida pelas Minas do Rei Salomão cheguei a um artista australiano chamado Xavier Rudd. (Visite: http://www.xavierrudd.com/).

O som é um folk/rock, baseado na cultura aborígene. Ele segura a bandeira que o Midnight Oil sustentou por anos - contra a exploraçao comercial dos recursos naturias e humanos e a favor da natureza e da vida simples, em comunhão com a Terra. Mas, a sonoridade é quase um reggae. Quase um voz e violão. Um Jack Johnson com mais atitude "roots". Sem falar que o malandro é multi-instrumentista, e toca um Didgeridoo como ninguém. E surfista. Enfim, bom pacas.

Baixei quase tudo do sujeito. Virei fã automaticamente. Mas, em meio a tantas pérolas musicais que o maluco criou, tem uma, do disco mais novo (White Moth) que vale ser transcrita aqui. Diz ele que "entrou em contato com os espíritos da terra e eles sussurraram em seu ouvido essas palavras, para que o cântico seja entoado, penetre nos corações das pessoas, e ajude a salvar a Terra". Isso, é claro, depois de fumar muita maconha.

Mas, a mensagem (e a melodia em si) são lindas e valem a pena uma homenagem.
Com vocês: Xavier Rudd.
Assista o clip e ouça a música aqui http://www.xavierrudd.com/multimedia.php


"Better People"
(White Moth)

People saving whales,
And giving your thanks to our seas,
My respect to the ones in the forest,
Standing up for our old trees

Them giving food to the hungry,
Hope to the needy,
Giving life to a baby,
Giving care for free,'
Cause there is freedom around us,
We have everything we need,
And I will care for you,
'Cause you care for me.
And we all have opinions,
Some of them get through,
But there’s better people,
With more good to do.
Good to do

And what I have could be my search
Or just some words
From my heart
My respect to the ones making changes
For all the lives they’ll give their all

Like
Giving food to the hungry,
Giving hope to the needy,
Giving life to a baby,
Giving care for free,
'Cause there is freedom around us,
We have everything we need,
And I will care for you,
'Cause you care for me.
And we all have opinions,
Some of them get through,
But there’s better people,
With more good to do.
Good to Do

When our world it keeps spinning round and round it goes
Human nature keeps spreading its disease
And our children keep growing up with what they know
From what they teach and what they see
And it’s only a question of the time we have
And the lives that our children need
Cause they can only keep growing up with what they know
And what we teach, and what they see

Like,
Giving food to the hungry,
Hope to the needy,
Giving life to a baby,
Giving care for free,
'Cause there is freedom around us,
We have everything we need,
And I will care for you,
'Cause you care for me.
And we all have opinions,
Some of them get through,
But there’s better people,
With more good to do.
Good to do
Oooo good to do

sábado, 23 de junho de 2007

Brainstorming

Hi Folks.

Esta é a primeira vez em que estou "postando" algo aqui já do Rio de Janeiro. O momento guarda, portanto, certa emoção. Mas, deixemos os assuntos do lado esquerdo do cérebro de lado, por hora.
Venho dividir alguns pensamentos e fatos curiosos que tive a oportunidade de vivenciar esses dias.

1°) Fiz a minha tão aguardada mudança. Aliás, fiz não, a vi ser feita, e ainda pela metade. Minhas humildes posses foram... mas ainda nao chegaram. Dessa experiência tirei uma lição. Jamais, jamais VEJA sua mudança ser feita. Ser carregada. Empacote tudo com o capricho devido às SUAS coisas, que você tanto gosta e tanto se esforçou para ter, e SAIA DE CASA. Deixe, no máximo, um bilhete pros sujeitos da transportadora. "Por favor, tenham cuidado". No máximo. Nao tente ser autoritário ou acreditar que, por estar pagando, eles devem a você, e a às suas coisas, mais respeito do que mostram a um latão de lixo. Ser "chato" com eles nesse momento o coloca numa situação tão delicada quanto reclamar do seu prato ao garçom no restaurante. Vai voltar cuspido...
Resumindo, empacote suas coisas a prova de hecatombe e reze para que nada aconteça. Infelizmente eu aprendi na marra e fiquei pra ver o "carregamento". Um caos. As caixas escrito "frágil" são tratadas com o mesmo desdém das que nao tem tal rótulo. As mais leves, que você havia, zelosamente, colocado em cima das mais pesadas, passam, em segundos, a aguentar todo o peso daquelas que precisam de dois matutos pra tirar do chão. Enfim, um caos.
A coroação: tudo foi carregado num caminhão de caçamba aberta. Pro meu desespero, minutos após partir lá de casa começou a chover...
Sendo assim, lição pro resto da vida. Contrate, empacote com muito zelo, saia de casa e nao veja nada. Reze, apenas.

PS.: (Ainda estou rezando. Quando chegar aqui em casa as 13 caixas - que número, ainda por cima - eu vos comunico). Amém.

2º) Estávamos ontem, numa mesa de bar, e o debate chegou, a certo ponto da noite, no "Axioma de Manson". Pra quem nao o conhece trata-se de uma teoria - que juro que ajudei a desenvolver, sendo o tal Manson apenas uma figura alegórica pra dar peso e credibilidade ao teorema - que prega:
"O grau de desenvolvimento de um país é inversamente proporcional à disponibilidade do sexo feminino ao acasalamento descompromissado".
Trocando em miúdos é o seguinte: Quanto mais difícil levar uma mulher pra cama, mais desenvolvido é o país.
Este teorema ainda pode levar em consideração a qualidade da mulher. Vamos usar o artifício da exemplificação para facilitar. Uma londrina gordinha, sem jeito, sardenta, com cabelo no sovaco, branquela e sem sal sai mais caro prum londrino levar pra cama do que uma carioca sarada, lasciva, corpo do pecado, morena de praia, marquinha de biquíni, cabelos de chapinha devidamente alisados e alourados, que formam a visão do paraíso pra muitos representa em gastos para um cidadão do Rio de Janeiro traçar.
Sendo, assim, é fácil perceber por que os ingleses são tão mais avançados sócio-economicamente do que os brasileiros. Um inglês, para conseguir um exemplar equivalente a tal carioca acima, em sua terra natal, vai precisar de uma Ferrari, uma coleção de ternos Armani, um belíssimo apartamento com vista pro Tamisa, além de uma série de visitas a restaurantes caríssimos. Isso move a economia do país pra frente.
Já no Brasil, como relatado ontem, na mesma mesa de bar, basta o seguinte diálogo (verídico):
"Po gata, seu escórnio é show (sic)". Em questão de minutos o casal estava aos amassos.

3º) Passei por dias de pouca fé. Duvidando de minha decisão. Acredito ser normal.
Durante esta fase acometeram-me algumas dúvidas. Como meu aniversário se aproxima, tais dúvidas centram-se ao redor desta data.
Por que, raios, fui nascer num dia 24? Seria uma provocação? Pra que um dia que leva a tantas brincadeiras jocosas, eu me pergunto...
Me questiono também em relação ao maldito signo de Câncer, que a data de 24/06 me proporciona. Com tantos nomes de signos agradáveis, como Libra, Aquários, Sagitário, Touro, etc, por que foi me caber justo Câncer? Logo este, cujo nome remete a tão sofrida doença, eu me pergunto...
Por fim, o nome Frederico, que começa com F, sempre me deu o privilégio de estar posicionado na chamada do colégio por volta do fatídico número 24... Mais provações para um jovem adolescente. Passei o primeiro e o segundo graus inteiros ouvindo gozações. 11 anos suportando isso...

Deve ter feito de mim um homem mais forte e seguro. Espero...

4º) Pra relaxar, ontem li um anúncio no jornal "O Globo". Termas Âncora do Recreio convida para a "Noite do Peão Boiadeiro". "Venha pular a cerca conosco".
Impagável...

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Scissors' Maniac, The Compressed and Nosefather.

Scissors' Maniac, The Compressed and Nosefather: A "maníaca da tesoura", a "comprimida" e "nosefather".

Sim, é isso. Terminologia "dança-com-lobos" pra vcs. Por hora.
Apenas pelo protesto de hoje, venho ao Waru torná-los personagens da crônica da minha vida. Ou deveria dizer fábula? Ou deveria dizer Nossa Vida?
Bem, vocês são mais presentes do que podem imaginar. Assim como o óbvio, que está debaixo do nosso nariz, frequentemente deixamos de falar ou comentar daquilo, ou daqueles, que mais estao próximos. Dos amigos. Eles fazem tamanha parte do cotidiano que muitas vezes passam desapercebidos, como ninjas invisíveis sobre caixas de som no meio da sala. Você o vê ali, mas ao mesmo tempo ele é paisagem. Ele sempre está ali, no back burn da memória.
Evidentemente, no futuro breve, irei dedicar posts exclusivos a tais personagens. Por hora vou me ater aos codinomes.

Scissors' Maniac: A "maníaca da tesoura" é incomparável. Majestosa. E, ao mesmo tempo, intempestiva. Justamente, com um codinome ameaçador desses, nao poderia deixar de ser um pavio aceso, correndo em direçao a dinamite. De explosão iminente. Sem dúvida, de um magnetismo gargantuesco. Scissors' Maniac parece a rainha de um reino distante. Altiva, imponente, superior. Não obstante, pra mim é tão humana, tão frágil, tão meiga. Tem um papel importantíssimo na nesta ópera, que, certamente, nao acabará neste ato.

The Compressed: A "comprimida" até ontem era uma aspirina. Quietinha, na dela, bem tranquilinha. Sempre resolvendo as dores de cabeça e mal-estares presente, mas nunca levando os louros, afinal "era só uma aspirina". Mas é uma aspirina efervescente. Por dentro tava que era uma ebuliçao só. Contra o mundo e contra (quase) todos. Recentemente, ouvi rumores de que saiu do estado de compressão e resolveu ser a pedra no sapato dos injustos. Sua cruzada será longa e amarga, mas ela triunfará. Desejo-te Muito Sucesso e lembre-se: aspirina é branca sempre, nao fica vermelha!

"Nosefather". Bem, esse aí o codinome tem várias conotaçoes. Guarda relaçoes com "the godfather", que ele adora. Provém, também, do seu nariz avantajado, com o qual sempre impliquei. Com carinho, claro. E com a palavra father. Afinal, o sujeito é pai de duas lindas crianças. Nosefather tem pinta de comportado mas é bem saidinho. Quando em foro amigo se solta que é uma borboleta. Fala bobagens e arrisca comentários de pouco pudor. Tem um coraçao de ouro e merece ser presidente do Brasil.


Talvez este tenha sido o post mais insólito de todos. Porém, sincero. Já dizia algum sábio que pessoas medíocres falam de pessoas. Pessoas normais falam de fatos. Pessoas superiores falam de idéias. OK, eu havia me atido a fatos até entao. Portanto, estava no plano da normalidade. Mas, para esses aí eu me aceito um medíocre. Até por que, para os amigos tudo. Para os desconhecidos a lei. Para os inimigos a lei, conforme minha interpretaçao. Grande Getúlio Vargas!

Durmam bem, meus amigos.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Promessa cumprida. Surf's up tonight.

No início, tudo eram acordes de guitarra. Uma guitarrinha tocada meio gajang... catchy style... e assim me amarrei no som do Warumpi. Devo esta descoberta maravilhosa - que de tão marcante deu origem ao nome do blog - Waru - a Michelle, então estagiária, lá finada empresa. Bem, prometi a ela que, em retribuiçao ao seu doce gesto de me gravar um CD do Warumpi, sabendo que eu era fanático por rock (eminentemente, nesta fase, surf music), lhe faria o mesmo. Gravaria um CD de surf music para ela. Bem, ontem cumpri e promessa e hoje o fiz ser levado as suas maos.
Menos um peso na consciencia.
Ficou foi boa a coletânea. Tenho grandes dificuldades em fazer uma coletânea em 20 musicas. Coisa difícil optar por 20 pérolas em meio a tanto som fenomenal. Na maioria das vezes me rendo e gravo um longo CD de mp3 pro felizardo, contendo no minimo 50 musicas.
Mas dessa vez me forcei a seguir a linha. Retribuí na mesma nobre moeda.
Só pra vcs sentirem um gostinho, inclui sucessos dos Hoodoo Gurus, Australian Crawl, v. Spy V. Spy, Men as Work, Ganggajang, Xavier Rudd, The Beautiful Girls e Midnight Oil. Nada mainstream dessas bandas. Só as pérolas esquecidas no fundo do oceano...
I hope you enjoy it!

Tempestade!

"Hey Captain, there's a storm coming up ahead..."
Nao sei de que filme saiu esta fala. Nem mesmo sei se é de algum filme ou fruto da minha mente (cinematográfica).
Mas, o fato é que tempestade é a melhor palavra pra definir o atual momento.
Primeiramente por que há 7 dias ininterruptos que chove em Porto Alegre e arredores. Há uma semana atrás, o tempo tava tão úmido que fui parar no Hospital com bronquite ou coisa do genero. A cor do catarro ficara cada hora mais escura e bizarra e eu seguia me tratando com própoliszinho... Nao fosse minha mulher (e as ordens da sogra) eu nao iria para o hospital. E, consequentemente, nao teria me curado. Foi nebolizaçao e anti-biótico de cara... Mas passou. Acho.
Outro motivo para a surpreendente adequaçao da palavra tempestade é o passo como as coisas estão andando. Tava tudo num rolo, numa tremenda estagnaçao... como as nuvens que se acumulam antes da tempestade. Devagarinho o céu vai escurecendo, as nuvens se acumulam (por isso o nome de cumulus?), a claridade vai dando lugar a escuridão, um vento sorrateiro sopra levando papeis e sujeira , de repente CABRUUUUM!!! E a água desce impiedosa. Foi (está sendo) assim. Ninguem comprava nada das minhas tralhas, ninguém dava ofertas decentes, as respostas eram lentas e demoradas, nao tinha perspectiva de quando conseguiria me livrar dos meus parcos bens e me mandar... De repente, um comprou daqui, a sogra levou dali, um amigo pegou acolá e VUPT! Apartamento vazio, ou quase. Tá fazendo eco aqui dentro. Nao tenho mais TV pra ver, logo, me sobra tempo (e forçada inspiraçao) pra todas as exploraçoes internéticas. Nao sei, efetivamente, o motivo de escrever tao pouco neste Blog. Talvez por te-lo criado com a intençao de relatar minha aventuras no exterior, e ainda estou por aqui. Nao só no Brasil, mas ainda em Porto Alegre...
Bem, meus planos nao estavam errados. Um mes seria necessário pra colocar tudo em ordem e me arrancar. 18/05 eu saí da tal empresa (advertência da Bibiana! Eu havia, realmente, colocado o nome da dita cuja). 18/06 é meu prazo pra voltar pro Rio. Hoje é dia 14... the deadline is comin'.
Acabo de receber caixas de papelão, fita e plástico bolha (muito plástico bolha. Nao, calma, calma, muuuuuuuuuito plástico bolha). Hahahaha! Uhuuul! Let the madness begin!!! Vou começar a desconstruir o apartamento e empacotá-lo em plástico bolha e papelão. And that feels good!!!
That's the Storm!! E agora, tudo vai numa enxurrada só! Sabado tio Marcos (tio da Caren) vem pegar as coisas que a sogra arrematou, amanha -sexta - devo me livrar do sofá-cama e da geladeira e o armário vai quando a empresa de transporte vier pegar as tralhas empacotadas. Acredito que amanha também. Logo, Sabado, a essa hora (18:15h) o ap só terá eu, esse lap top e uma mala.
Let's do it! And let it rain!!!!!! Cabrum!!! CABRUM!!!!

domingo, 3 de junho de 2007

Sopas Vono e os Cães Salsicha

Mais um final de semana. Mais um com minha adorável mulher Caren Ludwig. Menos um em Porto Alegre. Mas, deixando de lado os sentimentos flutuantes no ar neste sabado e domingo, gostaria de compartilhar duas descobertas recentes.
Primeira delas: Sopas Vono. Ca-ra-co-lhes!! Bom demais! Vício imediato. Meu e da Caren. Não sei se e já havia comentado, mas nos 2 anos e meio aqui no sul meu fogão jamais foi ligado. Nunca comprei gás. Nunca cozinhei em casa. Exceto, é claro, as receitas que sao possíveis de serem feitas em um forninho elétrico, como todo tipo de sanduiche e pizzas pré-prontas. Minhas especialidades.
Bem, o fato é, neste final de semana ela me deu um rabo-quente. Acalmem-se, não-gauchos! Rabo-quente, apesar das inúmeras possíveis interpretaçoes, nada mais é do que um aquecedor de líquidos. Água, eminentemente. É um fio, que se liga na tomada, com um resistência na outra ponta. Usado principalmente para aquecer água para o famoso chimarrão. O rabo-quente me trouxe outra felicidade. Aquecer agua para a sopinha Vono. A sopinha Vono é servida em uma caneca. Basta colocar o conteúdo de um saquinho e despejar agua quente - aquecida pelo rabicó. E voilá! Uma deliciosa sopinha, com direito até mesmo a croutons, em um determinado sabor. Fenomenal! Palmas para os inventores da comida instantânea. Praquele japa, criador da Nissin que morreu recentemente e para o velhinho americano, também falecido recém, que criou as comidas instantâneas Quaker.
Basta adicionar água, direto do rabo-quente. Sem trocadinhos!

Segunda desoberta. Atençao! Segundo minha mulher, Caren, os cães salsicha tem um plano escamoteado de Dominaçao Mundial. Realmente, há três finais de semana que curtimos raios solares nos disputados gramados do Parque da Redenção - em Porto Alegre. Lá, pessoas desfilam casacos, penteados estranhos, óculos-escuros (quanto maior mais fashion), e seus cães. É uma míriade de cachorros. Mas, a maioria absoluta, são os caes salsicha. Eles vem em pares, trios, ou sozinhos. Hoje nos deparamos com um salsicha segurando a coleira de outro salsicha. E os dois passeavam solenemente pelos gramados, em meio ao pessoal. Eles sao sorrateiros e se fingem de bons garotos. Mas atençao, eles querem a Dominaçao.
"Atention all Planets of the Solar Federation. We Have Assumed Control!"

Cheers!