Sempre, é claro, esperando compaixão alheia.
Mas, engraçado, a ultima segue sendo verdadeira. Vejam bem, to metendo a mão na banda larga do Juca, mas isso ta me causando uma tremenda dor nas costas!

Hoje tive a primeira das experiências diferentes das ordinárias, que vivenciava dia após dia em Porto Alegre. Muito simples, porém marcante. Tênis, camiseta, jeans. Ipod, mochila e óculos escuros. Assim, caminhando pela cidade que lança suas folhas de outono ao chão, enquanto a brisa teima em varrê-las.
A sensação de olhar as coisas sem pressa. A sensação de passear, em plena segunda feira, pela cidade. Olhando pro relógio vez por outra, por curiosidade, nao por pressa. É engraçado como as coisas e as pessoas parecem mais bonitas. É um olhar diferente do mundo. Um olhar sorrindo.
Eu, que nao simpatizava com a cidade, passei a gostar (um pouco mais). Quando você se muda para uma nova cidade a trabalho a sua relação com ela é profissional também. Não pessoal. Você a encara como trabalho. "Estou aqui a trabalho". Vivi quase dois anos e meio em uma cidade a trabalho. Sem estabelecer vínculos pessoais com a cidade. No feelings. Por isso, creio eu, que nao gostava de POA. Hoje percebi que tem pássaros, que tem brisa, que tem vida.
A trilha sonora aos meus ouvidos foi, eminentemente, Pearl Jam. Destaque para a música "Drop the Leash". Bem de acordo. "Drop the Leash - we are young"! Com cheers para o finalzinho: "Delight...Delight your youth"! Sensacional.
That's what I'm up to...
* Quanto ao nome do Blog cabe uma observação e um agradecimento. Vocês devem estar se perguntando de onde diabos eu tirei esta palavra aborígene. Waru (fire) é o nome da primeira música do disco "Big Name, No Blankets", da banda aborígene Warumpi Band. Ela esteve ativa nos anos 80 e chegou a fazer uma turne com o Midnight Oil. Depois, acredito que nem mesmo deus sabe por onde eles andam. Procurando no google ou na wikipedia vocês acham sobre eles. Em resumo é um ótimo som. Rock n' roll ao estilo aussie. Vale notar que grande parte das músicas é cantada na língua aborígene. Isso me fez rever um antigo paradigma que eu tinha: que rock só ficava bom se cantado em inglês. Putz! Não é que a língua deles se encaixa muito bem! Que loucura... vale dar uma olhada.
Agora, o agradecimento. Numa mesa de bar (como não poderia deixar de ser), uma mocinha muito simpática, que vem a ser estagiária da empresa que saí, comentou sobre a banda. Eu, do "alto do meu conhecimento musical sobre rock", jamais havia ouvido falar na tal banda. Pra minha surpresa, no dia seguinte - o meu último workin' day, estava lá, sobre a minha mesa, um CD com os dois primeiros discos desta banda. Foi paixão a primeira "ouvida". Michelle, obrigado!