segunda-feira, 17 de setembro de 2007

GregóriA de Matos - A Boca do Inferno

Acho que o negócio é não falar mesmo de política. Política pra que?
Política não me angaria nem um ou outro comentário no Waru. O negócio é falar mesmo das minhas trapalhadas e desventuras. Da dor de barriga que tive anteontem, e do banheiro do restaurante que tava sem água. Falar do tropeção que dei na rua, e fiquei dois quarteirões olhando pra baixo, até que não houvesse mais chances de trocar olhares com alguém que tenha visto a cena patética.

Ao menos, sei lá por que sorte do acaso, agora o sinal wireless vem até o sofá. De maneira, portanto, que estou livre do martírio da cadeira Luiz XV, que me doía as costas. Resta saber até quando. Alegria de pobre não dura...

Mas, falando nessas cousas, me vem a mente uma outra história. E esta é triste mesmo.
Tínhamos pouco mais de 15 anos. Uma de nossas amigas entrara numa onda mediúnica. De ler mãos, tirar cartas e jogar búzios. Ela também dizia que falava com espíritos (saravá!). Bem, numa dessas sessões de Imagem&Ação, que fazíamos sempre, a noite acabou nessa conversa de arrepios. E ela leu o destino de cada um de nós. Lembro-me como se fosse hoje. Ela pegou minha mão, olhou, olhou, olhou e disse, certeira:

"Você não vai ter nada nessa vida com facilidade. Vai ter que dar muito duro. Dinheiro não virá fácil".

Pena que perdi o contato com ela. De outra forma, ia pedir os números da mega-sena da semana que vem. Êee boca certeira!

O Zé Vurnadino

A atual etapa da política brasileira me faz lembrar muito um interessante requiem de lápide. Lusitano, claro:

"Morreu o Zé Vurnadino,
o mais reles dos sujeitos,
indibíduo muito a-tôa,
ladrão, pirata, assassino,
mas tirando esses d'feitos
era exc'lente p'ssoa."


Se no Senado - "a casa maior do povo" - pode roubar, mentir, chantagear, quem dirá fora de casa...
O que não faltam são exc'lentes p'ssoas por lá. Saudades do bom Zé Vurnadino.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

CPMF - Contribuição Para Mensalão Fixa

Só no nosso país mesmo.
Essa madrugada, foi aprovada pela Comissão da Câmara dos Deputados, a prorrogação da CPMF até 2011.
Repito: 2011.
Foi uma primeira vitória, certamente. Outras deverão vir, para que a CPMF emplaque novamente, e corroa nossos bolsos até tal data.

Entretanto, vamos compreender melhor a "dinâmica econômica" por trás dessa história.
Primeiro, uma retrospectiva:
Em 1993, foi criada com o nome de IPMF (imposto provisório sobre movimentações financeiras), e esfaqueava 0,25% das suas movimentações bancárias, ó leitor. Durou assim até dez/1994.
Em 1996, o governo deu a desculpa de que precisava novamente desta atadura para cobrir os gastos da saúde (de quem?). Sendo assim, foi criada a CPMF (contribuição provisória blá blá blá...). Dessa vez, ela carcomia 0,2% do se rico dinheirinho movimentado.
Em 1999 foi prorrogada até 2002, e aumentou a fatia para 0,38%. Uma bobagem, não é mesmo...
Em 2001 caiu para 0,3%, mas logo voltou pra 0,38%. E, em 2002, foi prorrogada. Em 2004, foi prorrogada de novo e.... agora em 2007, corre o risco de o ser novamente até 2011.

O texto ficou até chato de tantas vezes que a palavra "prorrogada" apareceu. Por preguiça, não fui ao dicionário procurar um sinônimo para ela.

Observe bem, desde 1993 pagamos um imposto provisório. Até 2011, e talvez mais, seguiremos arcando com ele. Estou revendo meu conceito de provisório. Dá próxima vez em que ler uma placa no elevador aqui do prédio, dizendo que está "provisoriamente em manutenção", temerei. 14 anos subindo de escada até o 8o. andar não será fácil...

Deixando de lado o fator tempo, vamos ver o fator eficácia. Era pra salvar a Previdência. Não salvou. Era pra salvar a Saúde. Não salvou. E agora, vai ser pra salvar o que? O Valerioduto, é claro! O Mensalão! Ahhhh... sim. OK.

Garçom, pede a conta. Encerra. Deu pra mim.
O oxiurus aqui vai mordiscar outro ânus...

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Moro, num Pa Tro Pi!

Renan Calheiros foi absolvido.
Nao há nada mais a ser dito.
Jorge Ben já disse tudo:
"Moro, num país tropical..."

Apitaço Aqui, Porradaria Lá e Lula na Suécia

Hahahaha!
Hahahaha!
É mesmo de rir a ponto de ficar com dor de barriga.
O país num lamaçal, porradaria em Brasília às portas da Pizzaria Senado Federal, o mestre pizzaiollo Renan Calheiros ameaçado de ser cassado, e onde está nosso presidente?!
Na Suécia!
Ahhhh....
OBS: Pra completar a desgraça, uniu-se à trupe de palhaços anões aqui da rua o amolador de faca. Aqueeeele, famoso, que toca o hino do Brasil enquanto amola facas... Que vida...

Apitaço Aqui, Porradaria Lá

Enquanto os anões palhaços aqui na minha rua brincam e fazem algazarra, os anões palhaços lá de Brasília saem no pau. Oxiurus valentes, estes da "3a. via".
Raul Jungmann e Fernando Gabeira brincaram de pugilistas. Gabeira se recordou dos tempos de militância e partiu pra cima dos seguranças. Nao se sabe se para dar porrada ou para dar amassos e beijos nos negões. Afinal, em se tratando do Gabeira, eu nao coloco a mão no fogo. Já o Jungmann foi logo batendo num senador. Malandro, foi pra cima dos velhinhos.
É mesmo uma demostraçao do caos que este país está. Tudo encenação. Dentro do Senado deve estar rolando um baita rodízio de pizza. Dos bons!
Em país que tem ACM (que o diabo trema nas bases pois ele morreu e vai reclamar o trono do inferno!) e sua gangue, que adulteraram o painel de votação e depois renunciaram para nao serem cassados;
Em país que tem Jader Barbalho - também presidente do Senado quando renunciou para nao ser cassado (e visitou Renan ontem a noite, em sua residência...);
Em país que se deixa uma votaçao como essa ser feita por voto secreto a portas lacradas, para ninguém, NINGUÉM, saber qual rato de barriga branca votou a favor ou contra;
Em país que tem Lula...
Só podemos observar e rir de tudo isso, como bons vermes.

4 Anões, Forró e Apitaço

Pobre Waru. Ficou um bom tempo abandonado. Mas a chama não se apaga.

Hoje, voltei a escrever. Qual foi o estopim?! ! Guess what!? Estou envolto em pensamentos academicos, estudando pra dedéu, sentando no sofá da sala. Mas algo teima em me incomodar. Um forró chato, contínuo, incômodo, cisma em vir janela a dentro. E alto. Aquele triangulozinho irritante, e um apitaço dos diabos. Mas o que é isso?! Não se tem mais paz? Nem mesmo do oitavo andar?

Não teve jeito, fui ver o que era. Vejam bem, há uma farmácia em frente ao meu prédio. Sei lá eu que gênio publicitário sugeriu a ação que eles estão desenvolvendo. 4 anões, vestidos de palhaço, ao som de forró, fazem graça e bagunça na calçada. Divertindo - ou incomodando - os transeuntes.

Um faz bichinhos para crianças com bolas de gás. Outro apita feito um louco. O terceiro e o quarto, quando não estão fazendo malabares, entregam panfletos. Tudo ao som do mais irritante forró. Ao menos não rolou Banda Calypso. Ainda.

Seria uma ação promocional inocente, ou teria a ver com a votação - HOJE - pela cassação de Renan Calheiros?! Afinal, anões (e suas "pernas de anão"), palhaços (nós, oxiurus) e forró (eeeê ritmo da peste!)... hummm, tem propaganda subliminar aí...

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Una No. Una Noooo!

Impagável. O vídeo do post anterior levou-me, por indicação de uma amiga leitora, a este outro vídeo (abaixo). Este, por sua vez, levou-me àquele ainda outro (mais abaixo ainda). Desnecessário dizer que ambos são hilários. Não resisti. Geralmente prefiro eu mesmo escrever bobagens aqui, mas estes vídeos estão pedindo 'pleoamordedeus'.
Garotada: Navegar na Internet só com as DUAS mãos e com a porta do quarto aberta!



E, não se esqueçam, não deixem as novas expressões tomarem lugar do 'Filho da Puta'. Continuem a usar esta expressão linguística que traduz com máxima clareza o que pensamos de determinado sujeito. Filha-da-puuuuuta!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Free Speech For The Idiots

Nós somos Oxiurus. Eles dominam o mundo. Entretanto, vejam só o vídeo abaixo. Vale cada segundo do tempo perdido. Americanos ordinários respondem a perguntas básicas como "Quantas Torres Eiffel existem em Paris?", "Qual a principal religião em Israel?", "Quantos lados tem um triângulo?", etc. Atenção também para a parte do mapa mundi. Fenomenal! Vejam as pérolas!

Com vocês... Free Speech for the Idiots:

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Passeador de Gente

Este mundo vai pro brejo mesmo!

Uma evolução da profissão ‘Passeador de Cachorros’. É o Passeador de Gente (chata).
Vejam essa:
“Por R$ 80 é possivel contratar um novo tipo de 'personal', o 'personal friend', diz nota da coluna Gente Boa hoje no Globo. O valor dá direito a 2 horas de companhia - para ir ao shopping, ao cinema etc. O publico alvo deste novo serviço sao pessoas com dificuldade em se relacionar socialmente. O contratante paga por fora alimentaçao e transporte. (Original em Blue Bus em 13/08)
Estou me candidatando já! Disk-Fred já no ar. Se você não tem amigos, é chato, fede e tem pé-inchado, ligue pro disk-Fred e desfrute de 2 horas da minha companhia para passear, bater-papo, ir ao cinema ou ao shopping. Sem contato físico, frisa-se.

É bem provável que eu faça fortuna. Vamos às contas. Oitenta contos por duas horas, trabalhando 8 horas por dia, somarão por mês R$ 6.400,00. Sem gastar com transporte nem alimentaçao. Logo, quase seis e meio limpinho no bolso. Se você for esperto mesmo, enrola o chato e não dá recibo. Nada de RPA. Assim, nem mesmo o leão abocanha a parte dele.

Naturalmente eu já atraio toda sorte de pessoas bizarras e excluídas. Não será esforço nenhum cativar os tímidos e sociopatas. Oportunidade para todos! Pros passeadores e para os ‘passeados’.
Brave New World!

domingo, 12 de agosto de 2007

Ah não! Arrumar a cama já é demais!

Podem me chamar de muita coisa, menos de preguiçoso. Bem, vamos lá, gosto de repousar, desançar, tirar uma sonequinha, take my breath, e outras expressões que definam um curto período de ócio. Mas, bem lembrado, tais períodos quase sempre me levam a escrever aqui. Portanto, não são períodos de inutilidade completa. Resumindo, preguiçoso não sou.

Dito isso, estou respaldado para levantar a bandeira de hoje. Diga não a ter que arrumar a cama! Diga não.

Tenho vários porquês. Contextualizando: hoje empregamos inúmeras ferramentas de otimização de tempo e energia em nossas vidas. Eminentemente no meio profissional, gastar tempo e recursos somente com aquilo que realmente trará retorno é regra básica. Em nossa vida pessoal não é diferente. Cada dia que passa nossas agendas tem que ser mais bem planejadas pra dar tempo de fazer tudo. Nossos orçamentos domésticos mais bem calculados pra lista de compras caber direitinho no bolso. Sendo assim, fazemos de tudo pra não realizar nenhuma atividade à toa. Menos, arrumar a cama.
Por que cargas d’água arrumar a cama sendo que, horas mais tarde, voltaremos a desarrumá-la. Noite após noite. Dia após dia. Seguimos nesse carrossel ‘arruma-desarruma’ por toda vida. Pra que? Por mim, somente se arrumaria a cama quando se fosse receber visita. Ou em dias de faxina geral. Aí, já se está mesmo com a mão na massa, manda brasa. Que desperdício de tempo e energia colocar o lençol pra baixo do colchão, alisa-lo, ajeitar a fronha, centralizar o travesseiro, cobrir com um ou dois edredons e/ou cobertas. Ainda mais naqueles casos em que a cama ta no cantinho da parede. Puuuutz, ou arrasta a cama, ou se esgueira, ou dá uma de contorcionista. Só pra arrumar as cobertas. Definitivamente não vale a pena. Pra, horas adiante, desarrumar tudo outra vez. E este é só o motivo ‘racional’ da coisa.
Poucos prazeres são tão bons quanto deitar numa cama mafuá. Aquele turbilhão de roupa de cama, ainda quentinha da noite anterior. É muuuuuuito mais gostoso e aconchegante. Parece que a cama já te abraça. Voce já deita dormindo. É como um relacionamento com uma amante de longa data. Não tem frescuras e xurumelas. Parte-se direto pra ação (que, neste caso, é dormir). Diferentemente de amante nova. A que tem que pegar na mão, ir despindo devagar pra, só aí então, ir pro que interessa. Puxa o edredon, puxa o lençol de cima, afofa o travesseiro, deita, se cobre todo de novo, e por ai vai. Cansa tanto que quase se perde o sono. Um desastre.

É por essas e por outras que sou contra essa perda de tempo que é arrumar a cama todo dia. E eu não tenho nada de preguiçoso.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Chamusca Rápida

2 Chamuscadas rapidinhas, só pra fechar o dia:

É proibido pescar.
O brasileiro, como bom oxiurus criativo, vive me supreendendo. Olhem só essa aqui. No bairro de Interlagos, em São Paulo, um buraco no asfalto deve estar fazendo aniversário. Para comemorar o descaso das autoridades algum oxiurus mais saidinho deu esse belo tapa de luva. (original em Blue Bus de 09/08/07)
Brinquedo de Adulto.

Vida sexual de americano só não deve ser mais sem graça do que de inglês. Vejam só essa.
Sutian e cueca com sensores pro casal jogar games entre as quatro paredes. As duas peças têm 6 sensores que permitem jogar videogame. O jogo é controlado a partir dos toques nesses sensores - alguns estão em pontos providencialmente 'estratégicos'. (original em Blue Bus de 09/08/07)
Fantasia de aeromoça com chicotinho dizendo 'segura que vai cair, vai cair' dá mais tesão que isso...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Dois Pesos, Duas Medidas

'Brasil, um país de todos'.
Hahaha!
Deu na Folha de São Paulo hoje:
'Avião de Lula jamais voa com apenas um reverso funcionando'.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só viaja em uma aeronave Airbus-A319 se os reversos estiverem destravados.
A ordem é do GTE (Grupo de Transporte Especial), ligado à Aeronáutica. Segundo o
comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, é uma orientação extra de segurança em
relação às recomendações determinadas pela fabricante da aeronave.
"Por norma de segurança, não é permitido voar sem o reverso. É uma norma de segurança para transportar o mais alto mandatário na nação, não pode operar sem o reverso".
Geralmente eu prefiro falar bobagens e amenidades por aqui. Mas tem dias em que leio cada absurdo que não me contenho. Hoje é um desses dias. Bem, anteriormente a TAM havia afirmado que o fato de um dos reversos estar travado não é impeditivo de condições de pouso. Hoje a Aeronáutica faz uma afirmação dessas. Ora bolas, o nosso presidente não pode voar com um reversinho travado. É perigoso. Mas eu (tu, ele - exceto o Lula, nós, vós, eles) podemos!
O que é isso, companheiro?! Dois pesos, duas medidas? Uma vida vale mais do que outra? Brasil, um país de todos????

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

A Dona Girafa

Eu sou um cara que vê as coisas por ângulos diferentes. Muitas vezes isso é uma boa coisa. Outras vezes, não.

Lembro-me de uma certa ocasião, quando ainda éramos universitários, há muitos anos atrás, em que resolvemos – eu e uns amigos – fazer uma noite pipoca e vídeo. Nada de DVD na época. VHS mesmo.

Fomos em bando à vídeo locadora. Naquela galinhagem. Homens e mulheres (ou melhor, meninos e meninas), já aquecidos por um vinho vagabundo, cada um dava uma sugestão de filme. A maioria, naquela altura do campeonato, tendia pro terror. Mas teve lá um sem-vergonha que sugeriu – ‘vamos alugar um pornô!’. Pra minha surpresa, a galera aderiu.

Galinhagem vai, galinhagem vem, e um se lembra do clássico universal do pornô:
- ‘Vamos alugar ‘Garganta Profunda’!
Na mesma hora emendei, como que por reflexo:
- ‘Estrelando...Dona Girafa!’.

Ninguém achou graça. Aliás, na hora ninguém entendeu. Creio que pelo vinho.

Enfim, todo mundo diz que a girafa tem pescoço comprido, mas, naquele momento, ninguém se lembrou que, sendo assim, ela também tinha garganta profunda. Só eu, que vejo as coisas por outro ângulo.

Maldita habilidade. Melou o pornozão. Ficamos no terror mesmo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Fogão Vs. Piscina

Eu já contei pra vocês a história do cara que comprou um fogão pela internet e recebeu uma piscina? Pois é, esse cara sou eu.

Quando fui morar em Porto Alegre adotei a seguinte estratégia: eu não tinha nada além dos meus CDs, DVDs, livros e roupas. Por mais que isso somasse uma quantidade inacreditável de tralha, não era, nem de longe, o mínimo para sobrevivência. Dessa maneira, eu tive que comprar tudo. Tu-do. E não, não ganhei nada de ninguém. Minto, minha mãe me deu um jogo de toalhas de prato.

Como sou muito moderninho comprei tudo pela internet. Todos os eletrodomésticos, digo. Os móveis, em dois dias eu resolvi na Tok&Stok. O restante (pratos, garfos, toalhas, etc.) fui comprando no Zaffari perto de casa, quando dava falta por eles. Enfim, assim mobiliei - muito competentemente - meu cafofo.

Mas vamos ao que interessa na história. O mais caro de tudo - eletro-eletrônicos e linha branca - foi mesmo tudo on line. Geladeira, maquina de lavar, forninho, DVD, Home-cinema, TV 29', etc, etc, etc. Tudo foi encaminhado pra casa da minha mãe, aqui em Niterói, e quando tudo havia sido entregue corretamente pela Americanas.com, Submarino, Extra.com e tal, despachei de uma só vez a mudança pra POA. Perfeito. Deu tudo mais certo do que eu podia esperar. Só havia faltado o fogão. Nem mesmo sei por que raios não comprei o fogão nessa leva.

Enfim, o fogão eu comprei depois, e mandei entregar direto on ap em POA. Compra feita, dia marcado para recebimento. Era um sábado, e a Magazine Luiza iria entregar de manha. Evidentemente a manha passou e eu fiquei preso em casa aguardando. Nem sinal. Iria chegar mesmo era na justa hora do almoço. OK, calhou de, naquele dia, a galerinha marcar um almoço numa churrascaria tradicional de POA, e eu, como bom carnívoro, não poderia perder. Liguei o foda-se, orientei o porteiro do prédio que eu aguardava uma mercadoria (um fogão) e que era para ele receber. Quando chegasse eu levaria para cima. Tudo conversado, nada resolvido.

O almoço foi ótimo. Eu havia dado carona a F.T.Z.. Na volta, já adiantadas 3 horas da tarde, chopps na cabeça, etc. convidei F.T.Z. para subir e conhecer o ap. Sem maldade. Na boa mesmo. Chegamos lá e o porteiro da tarde (outro, diferente do que orientei pacientemente), com cara blasé atrás do balcão, me perguntou:

- 'Você é o novo morador do 209, não é?'.
Eu disse, -'SIM! tem algo aí pra mim?! Chegou meu fogão?'.
E ele me respondeu - haha - com aquela cara: - 'chegou uma piscina'.
- 'O queeee? Uma piscina?'
- 'É. Piscina.'

F.T.Z., que estava ao meu lado, fez o seguinte comentário:
- 'Ah, hoje tem fogões com nomes tão estranhos... Capri, Vilaggio, etc. Vai ver
o seu é Piscina'.
Não, nem mesmo com vários chopps na cabeça essa afirmação me pareceu plausível. Neste momento o porteiro já estava saindo da salinha de tralhas deles, com a embalagem. Ele nem mesmo conseguia a tirar do chão, de tão pesada. Arrastou até minha atônita figura e me entregou a Nota Fiscal. Nela constavam todos os meus dados. Corretíssimos. Entretanto: mercadoria - piscina tony 5 mil litros. Dimensões tal e tal. (OBS: preço mais caro do que o meu fogão, haha).
Não teve jeito. Tive mesmo que subir com a minha piscina pra casa. Não dava nem pra montá-la, pois as dimensões dela eram maiores do que a própria sala.

Demorei duas semanas para conseguir trocar a Piscina pelo meu fogão. Duas semanas e algumas ligações em que até mesmo as atendentes do SAC do Magazine Luiza riam da história. A justificativa deles foi que era inicio de operação on line e que estes problemas estavam acontecendo com freqüência pois o software bla bla bla.

Que nada! Fico imaginando a conversa dos preparadores de carga da expedição.
- 'Tche, acabaram os fogões Dako de 4 bocas e tem mais essa Nota aqui'.
- 'Hummm, verdade. Pra onde é? (...) Cidade Baixa?! Hummm.
- 'Bah, olha aqui, o celular do tal do Frederico é do Rio. Um carioca se mudou pra Cidade Baixa. Deve ser estudante. E, no mínimo, maconheiro. Sabe como é, carioca, Cidade Baixa, UFRGS...'.
- 'Ah, embala aí essa piscina que ta sobrando aqui. Ele nem vai notar a diferença. Afinal, vai adorar ficar estiradão na sala fumando um beck, vendo TV de dentro da piscina'.
- 'Mas que grande idéia, tche! me da uma mão aqui com isso...'.
Tudo isso pra nada. Morei dois anos e meio e o fogão nunca foi ligado. Nunca comprei gás. Nunca. Tenho pra mim que fiquei traumatizado.